Este fim de século constitui um momento único na história da humanidade;
os caminhos do homem se
confundem num universo de contradições,
dúvidas e certezas que
caracterizarão a nova era que começa.
Um ponto de interseção
do tempo, um denominador comum que devemos cristalizar
num pacto implícito de entendimento entre os
povos.
A colonização da
América Latina e África
se converteu num
verdadeiro paradigma da tragédia humana,
em virtude dos
mecanismos perversos instituídos nestas terras;
seus efeitos hoje são
devastadores.
De toda forma, a
vigência do neocolonialismo é universal e onipresente,
alcança todas as
sociedades da terra condicionando os distintos níveis de convivência
Não podemos aceitar
este processo como irreversível,
nem esperar a resolução
mágica deste crise global.
Estas atitudes,
verdadeiramente suicidas,
ativariam o mecanismo
de tempo que provocará um colapso planetário.
A resposta deve ser
enérgica.
Os fantasmas das
enfermidades, do desemprego, da fome, da xenofobia,
da guerra ou da
destruição do meio ambiente deve encontrar um limite:
a muralha da vida.
Nossa América será um
cenário significativo.
Porém a representação
compromete a jovens e adultos de todo o mundo.
De todos nós será a
responsabilidade de afastar o homem da miséria
que hoje o condena a um
destino incerto.
O novo milênio nos
impõe instalar uma racionalidade
inspirada no amor e na
paz entre os homens,
a fraternidade entre os
povos e a justiça como um imperativo ético.
Assumir este desafio é,
simplesmente, ser mulheres e homens de nosso tempo.
Afirmemos esse diálogo aberto, sem fronteiras.
um compromisso coletivo
de nossa geração pela vida
Promulgada
na Jornada de Articulação Intermunicipal de Experiências Regionais
Latino-americanas
Casa de
Tomás Antônio Gonzaga, Cidade de Ouro Preto, Minas Gerais em 25 de maio de 1996
Homologada no
marco da Convocatória do SIMAAS – Sistema de Integração Municipal América Área
Sul na Cidade de
Nova
Friburgo, Rio de Janeiro em 11 de outubro de 1996
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